Mostrando postagens com marcador Postado por: Nayla Uchôa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Postado por: Nayla Uchôa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Peixe com três olhos é encontrado perto de usina nuclear na Argentina





Em 1990, um episódio de Os Simpsons apresentava Blinky, um peixe laranja mutante com três olhos, capturado em um lago perto da Usina Nuclear de Springfield, um símbolo da insensibilidade do Sr. Burns às questões ambientais. Agora, a vida parece ter imitado o desenho animado. Recentemente, um grupo de pescadores da província de Córdoba, na Argentina, pegou um peixe com um olho a mais – e em um lago próximo a uma usina nuclear.

Segundo o Infobae.com, o lago onde o peixe foi encontrado é o reservatório no qual a instalação nuclear bombeia a água quente dos reatores. Os moradores da região começaram a ficar preocupados depois de observar evidências inegáveis de mutações. Afinal, eles nunca tinham visto um peixe assim.

"Estávamos pescando e ficamos surpresos ao apanhar esse espécime raro. Estava escuro na hora e não tínhamos notado, mas quando acendemos a lanterna, vimos o terceiro olho”, relata o pescador Julián Zmutt, descrevendo sua estranha descoberta.
Considerando as consequências ecológicas e a ameaça de um desastre de grandes proporções, não é à toa que as usinas nucleares pareçam uma alternativa menos viável para suprir as necessidades energéticas do planeta que as energias solar e eólica. Mas é claro que já sabemos disso há algum tempo.
E onde um pouco de previsão falhar, a visão com três olhos pode imperar...

Micróbios conseguem gerar eletricidade sendo alimentados apenas por urina

OSMAIRO VALVERDE


Pesquisadores da Universidade de West England Bristol descobriram que a urina pode ser uma boa fonte geradora de eletricidade.
Que tal gerar eletricidade alimentando micróbios com urina? Isso é possível graças a células de energia cobertas por bactérias que se alimentam da urina enquanto produzem energia elétrica. A pesquisa é liderada por Loannis Leropolous, na qual afirma que é a primeira vez que a ciência conseguiu de forma viável tornar a urina um combustível.
As células energéticas são dispositivos com um ânodo e um cátodo separados por membranas de íon seletivo. As bactérias vivem de um dos dois lados (no ânodo) onde começam a oxidar a urina, gerando elétrons e prótons através da fermentação. Por se tratarem de bactérias anaeróbicas (que vivem em ambientes sem oxigênio) os subprodutos atômicos produzidos são transferidos para o cátodo, onde são combinados com o oxigênio formando eletricidade.
Esse método pode ser utilizado em vários materiais que contenham produtos orgânicos, como águas residuais, açúcares, glicose, celulose, etc. Ieropoulous diz que a urina é usada neste caso por ser fonte de carboidratos, nitrogênio, potássio e fósforo.
O pesquisador afirma que se milhares de células foram combinadas em colunas, poderíamos produzir energia suficiente para uma pequena cidade, além de ser altamente ecológico, pois o processo limpa completamente a urina, permitindo que ela possa seja jogada em rios e lagos após o processo.
Leropoulos declarou a uma revista britânica: “Embora reconheçamos a necessidade de pesquisas nesta vasta área, estamos muito animados com o potencial do nosso trabalho. O impacto disso poder ser enorme, uma vez que nos permite usar resíduos de uma maneira mais inteligente, oferecendo uma grande solução para o futuro”.
A título de curiosidade, os seres humanos produzem cerca de 6,4 bilhões de litros de urina por ano. Se colocarmos nessa conta a produção de urina dos animais em fazendas, alcançamos o incrível número de 13 trilhões de litros por ano.


Piauí pode ter cratera formada na época dos dinossauros

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO




Um grupo de pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) achou evidências de que uma cratera circular no Piauí, formada pelo impacto de um meteorito, pode ter sido gerada na mesma época em que ocorreu a extinção dos dinossauros.
O impacto teria marcado o final do período Cretáceo, há 65 milhões de anos. Se a hipótese se confirmar, a cratera piauiense teria surgido no mesmo período que a de Chicxulub, no México --colisão que é a causa mais aceita para o sumiço dos dinos e de mais de 70% da biodiversidade da Terra naquela época.


A equipe da Unicamp analisou a estrutura circular de Santa Marta, em Gilbués, no Piauí, para estudar sua origem e o processo de degradação de terras da região.
O Brasil --assim como toda a América do Sul-- tem poucas estruturas de impacto de aspecto circular comprovadas. "Mas há um conjunto significativo de estruturas circulares conhecidas que carecem de investigação", explica o engenheiro geólogo Carlos Roberto Souza Filho, coordenador do trabalho.
CONJUNTO DE PISTAS
Para os pesquisadores da Unicamp, Santa Marta reúne muitos elementos que corroboram sua origem por impacto de meteorito.
"Encontramos praticamente todas as feições macroscópicas, como cones de estilhaçamento, e microscópicas, como deformações em quartzo, que sinalizam a passagem de ondas de choque e a deformação de materiais relacionadas a um impacto."

Os pesquisadores notaram ainda que a desertificação da região pode ter sido causada pela colisão do bólido.
"As rochas estão fragilizadas em virtude de denso fraturamento [causado pelo impacto]. Essas fraturas parecem ter potencializado a erosão, o que pode ter contribuído fortemente para o amplo processo de degradação de terras", analisa o engenheiro geólogo Juliano Senna, que também é da equipe.

As rochas mais novas atingidas pelo meteorito correspondem a sedimentos depositados na região no final do período Cretáceo.
Isso significa que há uma possibilidade de que o meteorito que formou Santa Marta esteja na mesma janela temporal do impacto que criou a cratera de 180 km de diâmetro de Chicxulub.
Se a hipótese for comprovada, a cratera do Piauí será a única até hoje identificada no hemisfério Sul formada no mesmo período da famosa cratera mexicana.
PANCADARIA
Essa identificação temporal é importante porque uma das hipóteses em debate hoje em dia considera que o impacto no México pode ter sido acompanhado por outros simultâneos em várias regiões da Terra.
"Mas ainda estamos no campo da especulação. Muitas análises sofisticadas sobre as amostras coletadas no campo serão necessárias para que tenhamos alguma confirmação dessas hipóteses", enfatiza Souza Filho.
"Essa é uma investigação demorada, de geoquímica de precisão, que depende de métodos específicos e bastante onerosos", complementa Senna.
O trabalho de Souza Filho com crateras formadas por impactos de meteoritos já tem uma década.
Em 2002, ele publicou um artigo na revista "Science" sobre os impactos na Argentina, onde há o quinto maior campo de tectitos ("vidros" gerados pela colisão de meteoritos) do mundo.
Agora, os cientistas submeteram o trabalho sobre a cratera Santa Marta para revistas especializadas em geologia e ciências planetárias.

Chimpanzés de laboratório ganham asilo nos Estados Unidos

por Redação Galileu
Você já se perguntou qual o destino de cobaias científicas após os término das pesquisas? Por sua semelhança com os humanos, os chimpanzés são muito utilizados em pesquisas médicas. A discussão sobre o uso desses animais como cobaia é polêmica. No entanto, finalizada a pesquisa, o destino ético parece ter sido encontrado: oChimp Heaven (Paraíso dos Chimpanzés), a sudoeste da cidade de Shreveport, em Luisiana, nos Estados Unidos.
Crédito: Brandon Keim - wired.com

Mais de 100 chimpanzés, alguns de zoológicos, donos não autorizados, e maioria de laboratórios médicos, habitam a área de 1 quilômetro quadrado. Depois de passarem, algumas vezes décadas, presos em situações traumáticas, os primatas, que não poderiam ser soltos na natureza, recebem cuidados e uma mais que merecida aposentadoria no lugar cercado de árvores e pessoal especializado.



Nos Estados Unidos, o Chimp Act (algo como a “lei dos chimpanzés”), aprovado pelo congresso em 2000, determina que cada animal usado em pesquisas financiadas pelo governo tenham um lar durante a “aposentadoria”. O Chimp Heaven, financiado por recursos privados e dos Institutos Nacionais de Saúde, fornece o serviço, mas serão necessários mas no futuro, segundo estimativas do blog Wired Science. 

Um outro ato, o Ape Protection and Cost Savings, com apoio de entidades e até cientistas, pode passar pelo congresso norte-americano.Ele determina o fim de todas as pesquisas médicas feitas com chimpanzés. Se for aprovado, mais de 1.000 primatas, que hoje habitam os laboratórios daquele país, precisarão de um novo lar como o Chimp Heaven. 


Crédito: Brandon Keim - wired.com


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aquário liberta enguia para jornada de 3,2 mil km no mar em busca de parceira

Rip, de 1,8 m, morava no aquário Macduff desde 2004 e sairá da Escócia em direção ao arquipélago de Açores, no Oceano Atlântico.


da BBC

Uma enguia macho do tipo conger foi libertada no mar na Escócia para iniciar uma jornada de 3,2 mil quilômetros para se reproduzir.
A enguia de 1,8 metro foi batizada de Rip e vivia no aquário Macduff, na cidade de Aberdeenshire, desde 2004.
Mas, os funcionários notaram que ela estava inquieta, sinal típico de que a enguia estava pronta para a jornada pelo oceano Atlântico.
Sandra Bisset, do aquário Macduff, afirma que 'a jornada de Rip é longa, mas a enguia é muito forte e todos esperam que ela chegue ao seu destino final', o arquipélago de Açores, no Oceano Atlântico ao largo de Portugal.

A jornada começa com mergulhadores dentro do tanque, conduzindo a enguia para dentro de uma grande bolsa. Um guindaste colocou a bolsa na água do mar, onde a plateia esperava a primeira aparição de Rip fora do aquário.
Depois de muita expectativa, Rip finalmente apareceu. Minutos depois, ele saiu nadando, começando sua viagem.
Se a enguia conseguir chegar às ilhas Açores ele vai encontrar sua companheira, se reproduzir e morrer em seguida.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mosquitos geneticamente modificados podem diminuir transmissão da dengue

(OGlobo)





RIO - Mosquitos geneticamente modificados podem combater a dengue. Pesquisadores britânicos conseguiram modificar os genes dos mosquitos machos para que eles morram antes do período de reprodução, diminuindo a transmissão desta e de outras doenças.

Os cientistas afirmam que os mosquitos geneticamente modificados conseguiram acasalar com fêmeas em uma área afetada pela dengue nas Ilhas Cayman em trabalho publicado na revista "Nature Biotechnology". Até então, não havia sido comprovado este acasalamento na natureza, que pode reduzir o número de Aedes aegypti que transmitem a dengue.

- Por esse método, você só precisa ter uma proporção razoável das fêmeas para acasalar com machos geneticamente modificados - disse Luke Alphey, diretor científico da Oxitec e professor visitante na Universidade de Oxford.
Desde 1940, já se sabe que a liberação de machos estéreis na natureza poderia controlar insetos transmissores de doenças ou pragas agrícolas. Na década de 1950, a mosca bicheira foi erradicada em Curaçao, no Caribe, usando machos esterilizados por radiação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pode haver 50 milhões de casos de dengue a cada ano. A incidência da doença está aumentando, e ainda não existe vacina.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/10/31/mosquitos-geneticamente-modificados-podem-diminuir-transmissao-da-dengue-925702930.asp#ixzz1cOjBND5Y 
© 1996 - 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Encontrado ancestral de caramujo que flutua através de bolhas de muco!


























Eles vivem suas vidas flutuando de cabeça para baixo no oceano, ligados à aglomerados de bolhas de muco que lhes dão flutuabilidade.
Cientistas descobrem que os caramujos que se locomovem com o auxílio de bolhas de muco, herdaram este talento de seus ancestrais. Neste processo, os caramujos deixaram de habitar o fundo dos oceanos, e passaram a flutuar livremente. Os caramujos ‘muco-y’ são conhecidos desde 1600, mas esta é a primeira vez que pesquisadores foram capazes de rastrear suas origens.
Os caramujos da espécie Janthina janthina, conhecidos também como caramujo marinho roxo, secretam muco e, a partir dele, constroem uma proteção para seu pequeno e frágil corpo que os ajuda a se locomover.
O novo estudo descobriu que estes animais são descendentes de uma espécie que vivia no fundo do oceano e se alimentavam de coral. Esta espécie se especializou e desenvolveu habilidades de locomoção que deram acesso a uma nova fonte de alimento, as águas vivas.
Pesquisadores da Universidade de Michigan, liderados pela estudante de pós- graduação, Celia Churchill suspeitavam de duas possibilidades: a primeira era que a estrutura que os auxilia na flutuação são uma versão avançada de uma técnica de locomoção do animal, denominada "droguing", a outra possibilidade é que as bolhas são versões modificadas de estruturas que seguravam os ovos em seus ancestrais.
As fêmeas dos caracóis ancestrais permaneciam ligadas em seus ovos através de redes de muco. As cápsulas dos ovos vazios poderiam ter capturado ar, fazendo com que os caracóis flutuassem. Este efeito temporário pode ter se tornado permanente através da produção de mais muco.
Qualquer um destes cenários parecia possível, pelo menos até quando Churchill e seus colegas receberem uma amostra preservada de um espécime de caracol australiano, chamado Recluzia.
"Comecei a dissecá-lo, e quando eu puxei a estrutura flutuadora, notei que havia minúsculos indivíduos de Recluzia e cápsulas dos ovos da fêmea grande", disse Churchill em um comunicado. As características de Recluzia sugerem que o caracol é uma forma de transição entre o caracol presente no fundo do oceano e os atuais, que são flutuantes. Seria, portanto, um elo perdido, que mostra claramente a evolução.
Segundo os pesquisadores, Recluzia desenvolveu sua flutuação e capacidade de carregar caracóis juvenis das massas de ovos que existiam no ancestral presente no fundo do oceano.  Como próximo passo, todos os indivíduos desenvolveram adaptações para começar a liberar suas próprias bolhas mucosas, formando a balsa flutuante encontrada hoje.  Em algumas espécies da família Janthinidae, as “bóias” ainda servem para transportar os ovos, enquanto outros caracóis carregam seus ovos dentro do próprio corpo.
ANNA CAROLINA MILO

Mortes de botos estão acima do que espécie suporta, alerta cientista!

Mortalidade causada pelo homem coloca população em perigo no AM.
Botos são caçados e utilizados na pesca de peixe que come carne morta.
Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza, em São Paulo
A alta taxa de mortalidade do boto-vermelho (Inia geoffrensis), também chamado de boto-cor-de-rosa preocupa cientistas e ambientalistas da Amazônia.
Um estudo com base na população destes animais existente na região de Tefé, cidade localizada na região central do estado do Amazonas, comprovou que apenas 48 espécimes poderiam morrer ao ano para que a espécie não entre na lista dos animais com risco de extinção. Entretanto, somente nesta região 346 botos-vermelhos morreram em 2010, número que é mais de sete vezes superior ao limite estipulado.
Deste total, 176 botos foram vítimas acidentais da pesca com rede e o restante foi caçado para ser utilizado como isca na pesca da piracatinga (Calophysus macropterus), peixe também conhecido como “douradinha” e que se alimenta da carne apodrecida do boto.
Exemplar de boto-vermelho em Novo Airão, no Rio Negro, no Amazonas (Foto: Rede Globo)








De acordo com Sannie Brum, pesquisadora da Associação Amigos do Peixe Boi (Ampa) e do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a mortalidade dos botos pode ser muito maior, assim como o desequilíbrio da espécie.
“Há aproximadamente dez anos foi iniciada em toda a região da Amazônia a pesca da piracatinga. Esse peixe é renegado por grande parte da população, porque come carne morta (necrófago). Entretanto, sabemos que existem pontos de pesca na região de Tefé, de Santarém (PA) e nas proximidades de Manaus. Esse pescado tem sido capturado com a utilização de carne de boto como iscas e tem sido enviado constantemente, a maior parte de maneira ilegal, para a Colômbia”, afirmou a bióloga.
Segundo levantamento da Ampa, cada boto-vermelho, que chega a medir 2,5 metros e pesar 180 kg, pode render ao menos uma tonelada de piracatinga.
Exemplares de boto-vermelho têm sido mortos e utilizados na pesca ilegal da piracantinga, peixe que se alimenta de carne morta. Cada boto morto consegue capturar uma tonelada de piracatinga (Foto: Divulgação/Ampa)






Dificuldade no combate à pesca ilegal
Ainda segundo Sannie, é difícil monitorar esta prática devido às grandes dimensões da floresta. “Por isso, estamos delineando ações de educação ambiental, com foco no combate à comercialização deste pescado, conhecido como douradinha”.
A organização ambiental União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) não dispõe dados sobre a vulnerabilidade do boto-vermelho no mundo.
Entretanto, a especialista disse que, baseado em trabalhos feitos por outros pesquisadores, é possível estabelecer que a população de botos diminui 10% ao ano. “Pelo menos na região de Tefé este animal está criticamente ameaçado”, explicou.



Que peixe é esse?

Aplicativo brasileiro para celulares e ‘tablets’ ajuda a identificar espécies de peixes no mar, no aquário ou na peixaria.


Para os amantes de peixes – na pescaria, no aquário, no mergulho ou no prato – uma dica é o aplicativo para smartphones e tablets Peixes Marinhos do Brasil – Guia Prático de Identificação. O programa é uma espécie de enciclopédia virtual, com a qual o usuário pode identificar peixes brasileiros de água salgada.
O aplicativo, baseado no livro homônimo do biólogo marinho Marcelo Szpilman, conta com fichas ilustradas de mais de 200 espécies de peixes, contendo dados como a coloração, medidas físicas, ocorrência, hábitat, hábitos, status de ameaça de extinção e qualidade da carne do animal.
O aplicativo conta com fichas ilustradas de mais de 200 espécies de peixes
A consulta por conteúdo pode ser feita de diversas maneiras. O usuário pode buscar pelo nome popular ou científico de um peixe para acessar informações sobre ele ou procurar diretamente nas ilustrações e fotos para descobrir a identidade de uma espécie. “É muito mais do que um e-book, pois é interativo,” aponta Szpilman.
Os animais estão catalogados por famílias, gêneros e espécies e também podem ser buscados por seus nomes em inglês e espanhol. Além disso, o aplicativo oferece um jogo da memória – com imagens de peixes, é claro; um jogo de identificação de espécies e alguns artigos com noções básicas de pesca e preparação para o consumo.
“A ideia é que pessoas de todas as idades usem o aplicativo, até mesmo crianças com os pais; por isso os jogos, que, além de divertir, reforçam o aprendizado”, diz Szpilman.
O guia virtual de peixes custa 6,99 dólares para iPhone e iPod e 9,99 dólares para iPad – preços um tanto salgados nesse meio – e está disponível para compra na loja da Apple.
Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-lin
e


Link onde você pode visualizar o aplicativo!


Tubarão-das-galápagos é extinto no Brasil


A existência de uma área de preservação ambiental não impediu que o tubarão-das-galápagos (Carcharhinus galapagensis) fosse extinto no arquipélago de São Pedro e São Paulo --paraíso da vida marinha a 627 km de Fernando de Noronha (PE).
Várias expedições --inclusive a histórica viagem de Charles Darwin no HSM Beagle, em 1832-- dão conta de uma presença anormalmente alta desses bichos.
Entretanto, ao participar de missões científicas recentes, o biólogo da Unicamp Osmar Luiz Jr não encontrou sequer um exemplar.
Intrigado com a discrepância, o pesquisador decidiu investigar. Junto com Alasdair Edwards, da Universidade de Newcastle (Reino Unido), ele analisou dezenas de registros históricos e material recente sobre a espécie e sua presença no conjunto de ilhotas.
O resultado, publicado na revista "Biological Conservation", é claro: o declínio das populações coincide com o início da pesca comercial no entorno do arquipélago, no início da década de 1950.
O último registro do encontro de tubarões-das-galápagos nadando na área foi em 1993. Cruzando os diversos dados e fazendo previsões estatísticas, Luiz Jr estimou em 1998, ou até antes, a extinção local da espécie.
Os tubarões acabam capturados acidentalmente pelos barcos que pescam atum e outros peixes na região. Não há plano de manejo específico para a pesca no entorno.
O sumiço do tubarão, um predador do topo da cadeia alimentar, pode ter consequências graves para todo o seu ecossistema. Predadores intermediários poderiam crescer descontroladamente, em um fenômeno conhecido como cascata trófica.
"Diretamente, os tubarões controlam a população de suas presas e, indiretamente, a população dos organismos que elas consomem", disse Luiz Jr à Folha.
Segundo o cientista, é possível que, eliminada a pressão da pesca, possa haver uma recolonização da espécie no arquipélago.

CRÍTICAS
O coordenador do Proarquipélago (única estação científica em São Pedro e São Paulo), Fábio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, discorda do resultado do trabalho.
Hazin diz ter encontrado três exemplares da espécie capturados acidentalmente em um barco da região. O trabalho que descreve o encontro ainda não foi publicado. O pesquisador
concorda, no entanto, que o ecossistema foi abalado. "Houve uma redução dramática [do número de tubarões]. Isso é inegável".
Após a publicação do trabalho de Luiz Jr, circularam em fóruns na internet críticas aos resultados de Hazin, que é filho do fundador da empresa Norte Pesca, que atua no Nordeste. "Está havendo perseguição. Eu nunca tive nada a ver com a empresa", disse.


GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO